terça-feira, 25 de novembro de 2014

Malleus Maleficarum (O Martelo das Bruxas)




















Na lista dos livros mais infames da história, o Malleus Maleficarum (O Martelo das Bruxas), deve estar perto do Mein Kampf , de Hitler. Publicado em 1486, ele foi escrito por dois frades alemães, Heinrich Kramer e Jacob Sprenger, para desmascarar os argumentos de que a bruxaria não existe. Também foi criado para servir como um manual para a detecção, julgamento e punição de bruxas. Ele foi responsável pela onda de caça às bruxas que cobriu a Europa com o sangue de milhares de vítimas, a maioria mulheres.


O Malleus nos dá evidências de que algumas superstições estão longe de ser inofensivas. O livro decreta que a bruxaria é uma heresia e que não acreditar na existência dela, também é heresia. Ele afirma que as bruxas são em sua maioria mulheres, que é o desejo feminino que leva as mulheres a formar pactos com o Diabo e a copular com íncubos. As parteiras seriam especialmente escolhidas devido a suas supostas capacidades de evitar a concepção e interromper a gravidez. O livro acusa as bruxas de comer crianças e de oferecer os filhos vivos para o Diabo. Mas a atrocidade real do Malleus e de seus autores reside nos procedimentos elaborados para identificar e exterminar bruxas.

Os acusados ​​deviam ser despojados das roupas para que fossem encontradas  as "marcas do diabo", então, os réus deviam ser mergulhados na água ou queimados, já que as pessoas  sob a proteção do Diabo não podiam ser afogadas ou mortas pelo fogo. Usando o Malleus como um guia, a tortura foi bastante utilizada para extrair confissões ou envolver outras pessoas em toda a histeria da caça às bruxas. Instrumentos de tortura terríveis foram desenvolvidos para esmagar ou deslocar ossos, para mutilar orifícios corporais ou arrancar as unhas. Tenazes em brasa também foram usadas para arrancar pedaços de carne. Os culpados de bruxaria eram geralmente queimados na fogueira. Tudo somado, não há prova mais contundente para os perigos da superstição do que o Malleus Maleficarum .

3 comentários:

  1. Acredito que não existiu a bruxaria, e que as marcas eram feitas nas pessoas pela própria Igreja, como forma de punir injustamente pessoas que fugiam das ideias que eles tinham.

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    1. Mas a bruxaria existe sim Renato, até hoje existem religiões e seitas que a praticam, enfim, o paganismo é uma forte prova de que a mesma surgiu antes mesmo do cristianismo. A Igreja poderia sim usar isso como forma de desculpa para seus atos de crueldade aos que se opunha aos ideais dela, porém os que mais sofreram foram os praticantes de bruxaria, seja ela qual fosse.

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    2. A magia negra existe, mas quem faz é esses malditos que se fingem de bons. Eu acho que vou criar um texto explicando alguns casos,alguns relatos de pessoas que eu conheci ,essas foram hipnotizadas ,com um pouco de magia. Esse povo do mal faz pactos com as trevas. E olha q não curto igreja.Sou buscador da verdade e fujo do sistema religioso. Passem segunda no meu blog e vejam.
      relatooculto.blogspot.com

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